Aproveitando o último post que escrevi, lembrei de uma história bem interessante e que é um exemplo do que é uma situação de provável sexo casual. Como toda situação como essa, não poderia acontecer em outro local que não fosse um Bar lotado de uma sexta feira. Nada melhor do que aproveitar para observar e quem sabe conhecer alguma garota interessante.
Escolhida a mesa no bar, estrategicamente posicionada por sinal, e com visão de 360°, a questão agora era apenas escolher a mesa certa e com a menina certa. Foi aí que entrou em prática uma idéia que tinha visto na televisão, e que não faria nenhum mal testar ali, naquele momento, "leitura labial". Dali em diante iria não só procurar a pessoa, mas tentar entender seu perfil pelo o que ela falava.
Não demorou muito e lá estava a pessoa certa, pelo menos me ela chamava muito a minha atenção. Agora era colocar em prática meu plano, e daquele momento em diante passei a olhar com muita atenção a conversa dela com as amigas. Para minha surpresa estava dando certo, e além de atrair sua atenção eu estava tendo idéias de como poderia fazer para me aproximar de sua mesa.
Fases de apresentação e entradas perfeitas, a leitura labial tinha funcionado de uma forma que nem mesmo meus amigos entenderam como cheguei naquele ponto. Confesso que depois dessa primeira vitória, o problema agora seria manter o interesse dela em mim, e desenvolver uma conversa que eventualmente proporcionasse algo mais. Acho que estava com sorte, e já tinha garantido levá-la em casa.
Já na saída do bar, sem acreditar ainda que tudo estava dando certo, comecei a imaginar qual seria meu próximo passo, e como faria para conseguir mais um sucesso. Agora não tinha muito o que fazer, passei a tática de proporcionar o máximo de satisfação para ela. Mais uma surpresa, estava funcionando, e os convites vieram naturalmente, tanto da minha parte como da dela.
Agora vem a parte que foi meio que surreal e parecida com um desses filmes de casal, que costumamos ver nos cinemas ou na TV. Depois de uma noite de muitos carinhos, vocês entenderam, eu estava simplesmente sem acreditar no que estava sentindo por aquela menina. Os pensamentos agora eram outros, e eu estava numa situação inédita de estar gostando daquela mulher.
Depois de eu a deixar em casa, e realizar todos rituais de pedir telefone e contatos, saí em direção a minha casa, mas não conseguia tirar aqueles cabelos ruivos da cabeça. Quando enfim cheguei em casa, algo como um "clic" estalou na minha cabeça, e aí eu mesmo me disse: "Me apaixonei". Pois é, o que parecia ser casual, passou a ser real, e não saia mais da minha cabeça.
Para concluir essa história, digamos, inusitada, digo que passamos a ter contatos esporádicos, mas nada de relacionamento a vista. Ficamos juntos em outras ocasiões, mas para minha surpresa e frustração, ela é quem não queria um relacionamento, principalmente por ter saído de um a poucos meses. No fim tudo funcionou, a tática, a aproximação e a noite. O que eu não contava era não esquecer até hoje aquela ruivinha.
Não é mais novidade, assim como saber que Pedro Álvares Cabral foi o descobridor do Brasil, que o sexo casual se tornou uma prática bastante comum, principalmente para essa nova geração. Se antes alguns já o consideravam como um acontecimento normal de uma noite de balada, agora já existem até regras e dicas de etiqueta para o sexo casual. Embora alguns ainda teimem em negar, pode ter certeza, ele está lá.
Tudo começa numa noite comum e despretensiosa de diversão com amigos e amigas, que após algumas bebidas aqui e outras ali, já passam a andar na chamada terra de ninguém, onde a caça é permitida e tudo pode acontecer. Para aqueles que sabem dançar, nada mais providencial, e uma excelente forma de terminar “casualmente” a noite. Mas nada está definido, o jogo está aberto, e os convites e interesses ainda não estão inteiramente revelados.
Você pode até dar sorte de o clima tomar conta da conversa, e instintivamente as opções para o fim de noite ideal estarem como o planejado. Depois a conversa é sempre a mesma, e na hora de fazer o “convite” nada melhor do que aproveitar aqueles momentos onde o prazer está igualmente distribuído para os dois. Proporcionar para o parceiro, ou parceira, mais prazer do que está recebendo naquele instante pode funcionar da mesma forma.
Atingido o objetivo principal que é o “sim” para o convite, nada melhor do que relaxar e fazer mentalmente um planejamento da ação. Nessa hora não há mais tempo para corrigir uma cueca velha, aquela calcinha surrada, ou uma depilação esquecida. Improvise, adapte-se, lembre do seriado MacGyver, e não deixe que essa situação estrague sua noite. Nessa hora vale de tudo, vá ao banheiro, apague as luzes ou mesmo diga que é moda na Europa.
Vencida todas as etapas anteriores, não é preciso eu descrever aqui o que precisa ser feito. Cada um que faça conforme sua classe, credo, gostos, ou mesmo princípios, porque se nesse momento está chovendo molhe-se por inteiro. A questão aqui passa ser o seu desempenho, e nada pior do que fazer feio na hora H, havendo sérias conseqüências para aqueles abaixo da média. Se o clima esfriar, mantenha sua imagem e garanta pelo menos o prazer do outro.
É chegado o fim do jogo, e os detalhes devem ser deixados de lado. Esqueceu o nome dela ou dele, utilize a palavra “você” até que se lembre. Não adianta pensar muito em coisas como despedidas, telefones, desempenho ou mesmo se vão ou não passar a noite juntos, nessa hora seja um “Jedi”, sinta a força e o clima ao seu redor, e só aí pense no que deve fazer. No final, entre mortos e feridos, nada mais importante do que aprender com a situação vivida, e se preparar para a próxima.
Depois de todas essas etapas alguns frutos podem ser colhidos o que pode resultar em compromissos e quem sabe na chamada amizade colorida, ou como já está sendo chamada, amizade 0800. O importante é saber tirar proveito do que aconteceu, e não ficar remoendo a mesma situação várias vezes na cabeça, afinal você já deve ser bem crescidinho ou crescidinha para tomar suas próprias decisões. Sem falsos moralismos, siga o conselho daquela Suplicy, apenas relaxe e goze.
Como disse outro dia, o ser humano é capaz de inúmeras façanhas e realizações. O nosso poder criativo nos fez diferentes dos demais animais, coisas essas que o Sr. Charles Darwin abordou muito bem nas suas mais famosas obras “A Origem das Espécies” e “Evolução”. Mas não pretendo falar de biologia, até mesmo porque não é minha especialidade. Em cima dessa criatividade humana, pergunto: O que somos capazes de fazer por amor?
Eis uma pergunta que muitas pessoas já devem ter feito no inconsciente, sobre quais os limites são capazes de atingir por um amor. É claro que eles irão variar de pessoa para pessoa, sem levar em conta questões de culturais e religiosas. A questão aqui é saber até onde vamos quando estamos apaixonados, e quais façanhas somos capazes de fazer, sem comprometer o nosso próprio bem estar. Afinal, algumas linhas nunca deveriam ser ultrapassadas, e o amor muitas vezes nos cega.
Um ponto em penso bastante é justamente saber quando seguir em frente com uma idéia e quando devemos abandoná-la por completo. O raciocínio é que em muitos casos não raciocinamos, e não observamos o abismo ali do nosso lado. Gostar de uma pessoa, ainda mais quando estamos naquela fase da paixão, deixam todas nossas defesas abertas, e esse sentimento é quase como uma droga que vicia, e é nesse ponto que costumamos perder a noção do certo e do errado.
Nesses tempos de Internet, Blogs, Orkut, MSN, Facebook, enfim, todos esses recursos que nos fazem conhecer a pessoa apenas virtualmente, a idealização de um amor acontece sem que percebamos, e lá vamos nós a fazer milagres para estar junto da pessoa amada. Em muitos casos essas loucuras até que terminam bem, com ambas as partes felizes e satisfeitas. As barreiras geográficas já não são mais um obstáculo, e as distâncias são percorridas com prazer e devoção.
Perdoem-me as muitas perguntas, mas elas é que movem esse assunto. O que estamos dispostos a fazer por um amor? O que podemos abdicar em nossas vidas em busca de um sentimento? O que de fato estaremos ganhando com essa loucura? Será a pessoa em questão realmente um amor, ou uma simples paixão? Muitas perguntas, e sei que existirão muitas respostas. No fim, mesmo depois de amadurecer e aprender com os erros, vejo que ainda sou capaz de pular desse avião sem pára-quedas, e tudo por causa de um amor.
Um dia desses estava dando carona para um amigo e no meio da nossa conversa sobre vários assuntos, o celular dele toca, era a esposa. Até aí tudo normal, nada demais, o que me chamou atenção foi a intonação da voz. Uma voz antes normal passou a ter um tom suave acompanhado um festival de miados, com todas as palavras terminadas nos seus respectivos diminutivos.
Não tinha para onde escapar, o negócio era dirigir, e tentar pensar em uma coisa que fizesse meus pensamentos não focarem na conversa intima do casal. Pensei no Oriente Médio, no Afeganistão, na Copa do Mundo, mas aqueles miados do meu lado estavam vencendo qualquer tipo de pensamento ou barreira sonora. Dando-me por vencido, achei que deveria observar aquela situação.
Confesso que esse não foi o primeiro caso de amigo miando com a namorada, como se estivesse isolado do mundo por uma espécie de bolha aprova de som. Isso acontece o tempo todo, e nos mais variados locais, no trabalho, numa roda de bar com amigos, num jogo de futebol, enfim não tem lugar nem hora. O engraçado dessas situações é ver a intonação e o volume da voz mudar assim do nada.
Para quem não conseguiu visualizar o que estou querendo dizer, tentarei transcrever um desses diálogos, o qual fui testemunha dentro do carro a caminho de uma noitada. Para ilustrar melhor essa história, chamarei esse meu amigo de Robson.
Robson - E aí Lobo (sem meu nome na história), qual é a boa da noite?
Lobo - Rapaz o movimento hoje deve estar ... (toca o celular).
Robson – Oi moreco, tudo bonzinho com você? Como foi seu diazinho no trabalho?
Lobo – (Afeganistão).
Robson – Também estou com saudadezinha de você. Melhorou daquela dorzinha que você sentiu hoje de manhã?
Lobo – (Iraque).
Robson – Não, só estou indo aqui do lado de casa com o Lobo tomar uma cervejinha. Coisa rápida viu lindinha.
Lobo – (Amigo laranja)
Robson – Lembra de comer alguma coisinha para não ir dormir de barriguinha vazia viu. Também te amo viu. Dorme bem viu mozinho. Beijo, beijo, beijo (celular desligado). “Voltando à conversa comigo”, Sim, tu tava dizendo que o movimento hoje era onde mesmo?
Lobo – “Voltando a realidade”.
Infelizmente não dá para reproduzir aqui a intonação e o volume da voz do meu amigo, mas o diálogo dá uma idéia do que se conversa nesses momentos de puro romantismo. Não duvido que o que o que foi dito ali seja mentira, o sentimento de fato existiu e foi derramado com muito açúcar para quem estivesse no raio de ação da conversa. Só posso dizer que embora constrangedor, a conversa não deixa de ser engraçada.
Que fique bem claro que a situação acima ilustrada não é uma generalização, pois em muitas conversas desse tipo o homem de fato está onde de fato relatou. Como disse, a questão aqui é a mudança de comportamento e voz, que vão dos 8 ao 80 na velocidade do som. Não vou dizer que nunca falei dessa forma, já fui apaixonado antes, mas como solteiro, e de posse de carta de alforria, escutar isso é muito curioso.
Mas não pensem que isso é um fato restrito apenas a nós homens, esse caminho tem mão dupla e a mulherada sabe usar muito melhor essas artimanhas. Não me entendam mal, quem estiver lendo, apenas me refiro a melhor capacidade das mulheres com as palavras. Detectar se o que está sendo dito é verdade, meia verdade ou mentira já é outro assunto. A questão aqui é puramente comportamento.
E a moral da história? Talvez não exista uma única, mas a de cada um, conforme suas convicções. Apenas reparei na incrível capacidade camaleônica de mudarmos conforme os interesses individuais naquele momento de carícias açucaradas pelo telefone. Então chega o momento de reflexão. Até onde podemos chegar com as conversas miadas? Até onde acreditar quando ouvi-las? Eis um desafio para todos nós.
O ser humanos é uma criatura fantástica e intrigante em muitos aspectos, e o seu comportamento sempre foi, e ainda é, alvo de inúmeros estudos. Como um simples Lobo, nunca fui um expert sobre essas questões, mas tento sempre que possível estar atento e observar o que acontece a minha volta, nem sempre acertando nas interpretações.
Uma coisa que sempre chamou minha atenção foi a facilidade como nós conseguimos machucar o outro quando queremos, e em muitos casos por motivos fúteis e sem a menor explicação. Pode ser para afastar uma pessoa, para terminar um relacionamento, por vingança, ou até mesmo por prazer.
Quando escrevi o post anterior, em algumas passagens me senti tentado a tocar nesse assunto, até mesmo porque o comportamento impulsivo que falei, muitas vezes levava uma das partes a assumir essa postura de revide, e consequentemente, de machucar o outro com palavras duras, de menosprezo e de humilhação.
Costumo pensar nesses casos como uma espécie de anulação direta da outra pessoa, colocando-a numa situação embaraçosa e de inferioridade. Não é preciso ser um Doutor em Psicologia para saber o que somos capazes de fazer, de causar, sem a menor aparência de arrependimento.
Ninguém está livre desse mal, e aposto que cada um tem pelo menos uma história onde se sentiu humilhado ou rebaixado. Se tal ação é capaz de causar coisas como separações, disputas, brigas, abatimento físico e moral, sem falar nos conflitos armados, me pergunto porque ainda fazemos isso uns aos outros.
Cada um pode tirar suas próprias conclusões, e tenho certeza que as opiniões variam muito. Ser testemunha de um acontecimento desses, principalmente quando você não está esperando que ele aconteça, te faz sentir como se o chão de repente abrisse sobre seus pés. E nessa hora, apenas perguntamos "Porque".
Uma das coisas que mais me deixava louco da vida quando estava compromissado eram aqueles tipos de discussão que começavam do nada, apenas por uma ou duas palavras mal entendidas. Era o tipo de situação que ia do 0 a 100 e menos de 5 segundos, e a culpa ainda seria minha. Sem direito a argumentos, defesa ou apelação, de nada adiantaria, e só o fato de tentar uma dessas ações seria o mesmo que jogar álcool no fogo.
Não estou exagerando, pode ter certeza que aproximadamente 100% dos homens já passaram por uma dessas. As sensações de incapacidade e incredulidade podem ser comparadas a estar vendo na sua frente um alienígena, um fantasma, ou mesmo o capeta em pessoa. Você se belisca e se pergunta coisas como “O que”, “Onde”, “Como” e “Porque”. E nem pense em perguntar se ela está menstruada, é o mesmo que brincar com nitroglicerina.
Geralmente você sabe que está numa dessas situações quando ela para e fala repentinamente: “O que você está querendo dizendo com isso?” “Como, não entendi, você Poe repetir?” “Como assim?” “O que você está sugerindo com isso?”. O que eu gostaria de dizer para quem está numa dessas é: Corra, fuja, vá para as montanhas, entre nas cavernas e espere o 21/12/2012. O problema é que não existem argumentos que evitem pelo menos 10 minutos de bate boca, o que é uma verdadeira eternidade.
Vamos a alguns exemplos:
1.Você fala de um cheiro estranho e ela logo diz “Você está insinuando que esse cheiro sou eu?”. (BRIGA)
2. Você brinca, sem maldade, com qualquer coisa dela ou que ela esteja fazendo e ela diz “Como assim?” (PORRADA).
3. Ela pergunta como você está sabendo sobre algo e na brincadeira você responde “6º sentido”, e ela vem com um “ O que você quer dizer com isso?”. (BRONCA).
4. Falar de um determinado jeito ou ação dela pode terminar com um “Porque você está falando isso?”. (RINHA DE GALO).
Não sei se é uma questão NATURAL, HORMONAL, PARANORMAL ou EXTRA-SENSORIAL, apenas sei que é um fato e que não acontece somente comigo, porque se esse fosse o caso eu ficava caladinho. Mas não é, e mais uma vez fica mais esse mistério sobre o comportamento feminino. Sou adepto da conversa franca e aberta, mas nesses casos parece que existe uma força maior que conversar só piora as coisas. É como se você estivesse num programa de televisão cujo nome fosse “Fala, que eu não entendo”.
Estava me ocorrendo esses pensamentos que temos no decorrer do dia, e um em particular não saiu de minha cabeça "Cobranças". Cobranças para ser melhor, para ganhar mais, para deixar um vício de lado, para conseguir algo almejado. O fato é que sempre depois que uma coisa boa acontece, sempre vem a cobrança para que aquilo se repita, mas se repita de uma forma melhor do que a anterior.
Não é muito difícil achar casos como esse que mencionei, e um bem comum que acontece muito é quando vemos um filme e esperamos uma continuação melhor do que a primeira. Mas se levarmos para a área dos relacionamentos humanos, essa questão da cobrança, que pode ser pessoal, ou não, toma outro rumo. E quando falo de rumos, faria uma ressalva dizendo que eles podem ter sérias consequências.
As cobranças de uma pessoa podem vir a ser o fim de muitas situações, relacionamentos, empregos e amizades. è importante destacar como muitas dessas pessoas nem mesmo tem a noção de que está sendo chata, inconveniente e estragando uma relação, como um casamento, um noivado ou namoro, do de sempre. Então fica a pergunta, se muitas pessoas sabem disso, como não conseguem evitar o pior?
Falo muito em conversa, e em linguagem diferentes, muitas vezes falando sério e em outras apenas fazendo uma brincadeira entre homens e mulheres. Mas vamos aos fatos, afinal depois de dez minutos de conversa, diga-se, discussão, é bem provável que o assunto inicial nem mesmo esteja sendo debatido. E é exatamente nessas horas que tudo vai pro Brejo, e não me refiro a Vaca.
Não sou um expert nesse assunto, e diria até que sou uma vítima de minhas cobranças, das interpretações antecipadas, e principalmente da falta de uma conversa esclarecedora. Uma palavra dita daquele jeito, com aquela intonação, e pronto todos aos postos de batalha. Afinal, até onde a cobrança pode ser boa, até onde ela pode ser discutida e esclarecida. Podemos mudar esse quadro?