terça-feira, 31 de agosto de 2010

A Biologia Pode Explicar.



Existem certas coisas num relacionamento que acho que nunca vou entender bem como acontecem. Estava lendo um texto na internet, onde uma mulher relatava sobre sua vida afetiva e em um trecho ela dizia o seguinte: “Parece que o homem não sabe muito lidar com a paixão de uma mulher. Eles ficam assustados e a gente sem querer, mesmo segurando, uma hora ou outra demonstra que tá super na dele”.

Outra coisa interessante que ela escreveu foi a seguinte: “O fato é que eu percebo que precisamos ter aquela sensação de conquista todos os dias, como se a pessoa não estivesse inteiramente na nossa”. É como quando olhamos para uma garota e simplesmente não tiramos mais o olho dela. Ela passa a povoar todos os pensamentos, e nossa meta passa a ser a de desejar e conquistá-la para nós.

É uma sensação que cada um de nós já deve ter passado, como aquela ânsia de ver a pessoa todos os dias, de felicidade boba só de olhar um sorriso nos seus lábios. E aí me lembrei de biologia, mesmo não sendo biólogo, e me perdoem se houver algum erro, mas tentei entender todas essas sensações que nosso corpo experimenta quando estamos tentando conquistar alguém, ou simplesmente estamos no começo da relação, aquela fase maravilhosa onde tudo são coincidências e alegrias.

Pois é, em situações como essas mencionadas anteriormente, a biologia pode explicar alguns desses fatos. Nosso corpo secreta uma série substâncias que nos dão as chamadas sensações de prazer em bem estar. Então resolvi pesquisar e tentar entender um pouco essas reações, de paixão, de medo e conquista para quem sabe encontrar algumas explicações para o que essa menina escreveu nas duas passagens, e que realmente acontecem. Um exemplo:

Para atingir o orgasmo, o sistema nervoso envia ordens ao coração para que os batimentos cardíacos se acelerem. A adrenalina, é jogada no sangue e dilata as artérias, aumenta o fluxo sanguíneo nos músculos envolvidos nas atividades sexuais. Para uma melhor oxigenação do sangue, os pulmões aumentam o seu trabalho, e a respiração se torna curta e rápida. O suor aumenta, provavelmente para dissipar o calor acumulado do corpo.

E tem mais: A endorfina é produzida em resposta à atividade física, visando relaxar e dar prazer, despertando uma sensação de euforia e bem estar. Durante o orgasmo essa substância é liberada na corrente sanguínea, provocando uma intensa sensação de relaxamento no casal e alguns até adormecem após a relação. Sem falar em: Melhorar o estado de espírito (bom humor) e aumentar a disposição física e mental.

Será que esse é o grande mistério das relações homem e mulher quando recém iniciadas, essa contaminação química de substâncias secretadas pelo nosso organismo? Será que a diminuição ou a busca dessas substâncias e suas reações no nosso organismo respondem essas questões sobre paixão, medo e a necessidade da conquista? Será que somos viciados nessas sensações? Deixo essas perguntas no ar.

domingo, 29 de agosto de 2010

Sal Grosso e Arruda.




Existem aqueles dias em que a melhor coisa que você poderia fazer é continuar dormindo, e nem mesmo colocar os pés para fora de casa. Mas ninguém é vidente para saber o que vai acontecer, e as ciladas vão acontecendo uma atrás da outra. Em outros casos apenas uma parte do dia parece não ser uma boa opção, e quando insistimos em continuar com o planejado, quem sabe o que pode acontecer.

As situações podem ser as mais variadas, e tenho certeza que cada pessoa deve ter pelo menos uma dúzia de histórias como essa. E são aqueles tipos de situação que te fazem parar, e quando digo parar estou sendo literal, e se questionar sobre tudo o que está acontecendo. Paramos, começamos a associar, e ligar cada acontecimento, como aqueles joguinhos de ligar os pontos, e a palavra ALERTA aparece.

Imagino que existem aquelas pessoas que não acreditam nesse tipo de pensamento, e que nem mesmo pensam no assunto. Mas não sou uma dessas, e quando a QUIZUMBA começa a me rondar fico me perguntando o que ainda vou encontrar pela frente. E parece que nem adianta pensar positivo e dizer que foi apenas uma coincidência, você insiste em continuar a jornada e as ciladas vão aparecendo do nada.

Um exemplo pode acontecer quando saímos para uma noite, cuja idéia era apenas ir ao shopping, comprar uns presentes e quem sabe assistir a um bom filme no cinema, e tudo dá errado. E aí se iniciam os acontecimentos. No caminho seu carro é trancado, o que você iria comprar está em falta, a promoção do dia anterior já não existe mais e o filme que você tanto queria ver está com a sessão esgotada.

Mas nada de desanimar ou mesmo jogar a toalha e ir para casa. Aí nesse momento pensamos se o melhor não seria ir para um bar ou restaurante e beber e comer algo. É incrível a capacidade de pensar positivo quando tudo a nossa volta está dando errado, e o aviso de “vá para casa” é ignorado. Continuamos em frente, rejeitamos a idéia de desistir, o que seria o mais prudente, e viramos KAMIKASES do azar.

Então nada melhor do que ir naquele restaurante recém inaugurado, e que seria uma forma perfeita de acabar com a MARÉ de azar. Comida japonesa, que delícia, vai resolver tudo e alegrar o resto da noite, te fazendo esquecer de todo resto. No caminho chuva, e já no restaurante uma fila de espera por mesa, para depois encarar garçons que mais parecem ninjas pela forma como se vestem e passam por você sem te atender.

Uma conversinha com o gerente deve resolver, e um prato feito especialmente pelo sushiman é oferecido com a promessa de ser o fim do azar da noite. Não sou um entendido de comida japonesa, apenas gosto, mas quando você come o primeiro do prato e tenta engolir sem sucesso o sushi, só um pensamento vem na cabeça: “Como seria bom um incêndio, aí eu poderia cuspir fora esse peixe com aspecto de lesma e correr para casa”.

Pois é, como diz aquele ditado, e me perdoem o linguajar, “Merdas Acontecem”, mas confesso que nesse caso o ditado deveria ser “Diarréias Acontecem”. Se aprendi uma coisa é a de não subestimar certos acontecimentos e aceitar aquele aviso vermelho de ALERTA que nosso cérebro às vezes nos envia. Vá para casa, troque sua roupa e se possível tome um banho com sal grosso e arruda para não levar o azar para o dia seguinte. Moral da história, melhor um entediado sortudo do que um animado em azarado.